Blog "Mundo da Publicidade"

Sobre Blog "Mundo da Publicidade"

Sem querer fui seduzido pela propaganda. Até então, jornalista por vocação, sonhava em ser repórter esportivo. Até experimen...



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Adonis Alonso

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAMPANHA IPIRANGA: AMOR E ÓDIO

Embora a maioria dos comentários seja de mensagens positivas, a novacampanha dos Postos Ipiranga, lançada com cinco comerciais no dia 21 defevereiro, também atraiu protestos e reclamações. Na verdade, o foco dadiscórdia é o filme “Amantes”, que mostra uma situação exagerada de flagranteadultério, já que em vez de um, uma penca de peladões fogem da casa ondeuma assustada mulher recebe o marido que chegou antes do previsto. Eletinha uma série de obrigações programadas e, como explica, resolveu tudonum posto Ipiranga. Esse comercial já tem quase 42 mil views no Youtubee divulga o conceito “Ipiranga, um lugar completo esperando por você”.

 

Objetivo da campanha é mostrar que num posto de serviço da marca o usuáriopode pagar contas, fazer compras, comer um lanche, e, obviamente, abastecere cuidar do seu carro. Os filmes carregam no humor e irreverência, o queincomodou alguns consumidores. O site “Reclame Aqui” tem comentáriosnegativos sobre a campanha, composta por cinco filmes e exibidos em rodíziona TV. A campanha tem assinatura da agência Talent, com criação de JoãoLivi, Alexandre Nego Lee, Celso Alfieri, Fabiano Pinel e Fabio Mozeli. Aprodução dos comerciais é da Pródigo, com direção de Caíto Ortiz e fotografiade Zé Bob Eliezer. O áudio é da A9.

 

Veja o filme: http://www.youtube.com/watch?v=GMP41iMUMRk

 

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20/07

 


AS NOVIDADES BRASILEIRAS EM CANNES 2010


Dez anos depois a Almap BBDO voltou a ser a Agência do Ano no Festival de Cannes. Muito comemorado, porém, o título é uma conseqüência do trabalho da agência de Marcello Serpa. Constantemente favorita, já havia ficado em segundo lugar no ano passado, atrás da também brasileira DM9 DDB. O País acumulou 58 Leões e bateu seu próprio recorde, até então registrado em 2005 com 43 troféus. As novidades do Brasil este ano no Cannes Lions, entretanto, ficaram por conta da Ogilvy e Lew,Lara TBWA, respectivamente segunda e terceira agência brasileira mais premiada no festival. Ambas deixaram para trás as tradicionais ganhadoras DM9 e F/Nazca. “Whopper Face”, o case da Ogilvy que fotografa e entrega a embalagem do sanduíche do Burger King ao consumidor com sua imagem estampada, levou sozinho quatro Leões.

 

 

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Whopper Face, case campeão, anúncio da Seguros Nissan e os bebês "borrachos" do chocolate com uísque da L'Univers de Chocolat.

 


O trabalho foi premiado em quatro diferentes categorias: Promo, Direct, Media e Outdoor, um fenômeno. Essa agência ganhou, no total, dez prêmios, cinco a menos que a Almap e deixou a Riviera Francesa como vice-campeã brasileira. A Lew,Lara, por sua vez, com sete prêmios obteve Leões para seis diferentes clientes: Nissan, Esso, Cultura Inglesa, Luftal, Governo de Aruba e Grupo Akatu. E se o Brasil conquistou apenas um Leão em Filmes, área que deu origem ao Festival, por outro lado ganhou seu primeiro Ouro em Rádio, com a própria Lew,Lara para Cultura Inglesa. O spot, com o título de “Dial”, mostra como seria eficiente mostrar a tradução da letra das músicas em inglês executadas nas FMs. O Brasil também ganhou mais um Grand Prix, o segundo da sua história do Press Lions, com uma campanha da Almap para a revista Bilboard. Foi em Outdoor, por outro lado, a área mais proveitosa do País. Foram 21 Leões, ou quase 40% do total ganho pelas agências nacionais. Destaque para a campanha “Bebês Divertidos”, da Dentsu para o chocolate com uísque da rede L’Univers de Chocolat, que conquistou Ouro.

O primeiro Leão de Ouro da Dentsu Brasil, que com certeza jamais o esquecerá.

 

 

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=> 9/6

 


 


 

 

VAI COMEÇAR A COPA DO MUNDO…DA PROPAGANDA


Criado em 1953 na esteira do festival de Cinema, o Cannes Lions, maior evento da publicidade mundial, chega à sua 57ª edição com 24 mil e 200 peças inscritas de 90 países. De 21 a 26 de junho cerca de 10 mil profissionais de comunicação vão circular pelo Palais des Festivals no início da Croisette, ao lado do porto do famoso balneário francês. Sem a crise econômica do ano passado, o evento arrecadou quase 10 milhões de Euros em sua versão de 2010. Hoje, o Festival de Cannes avalia 12 áreas de atividade do marketing, das Relações Públicas até a Comunicação Integrada, passando por Internet, Design, Marketing Direto, Mídia, Outdoor, Anúncios, Promoção, Rádio e Comerciais, que este ano ganha a subdivisão de Produção, batizada de Craft. E se não é a maior em número de trabalhos concorrentes, a área de Filmes Publicitários, que deu origem ao evento, é a grande estrela do Festival. Até 1992, quando foi introduzido o Press Lions, os comerciais reinavam sozinhos durante uma semana em Cannes. O Brasil jamais ganhou o Grand Prix dessa área. Chegou perto, em 94 e 95, mas não levou. Neste ano são 3 mil e 200 comerciais de todo o mundo, 172 produzidos no Brasil, sendo 37 deles concorrentes no Film Craft. Os 135 inscritos no Film Lions levam na bagagem mais uma vez a esperança do difícil grande prêmio. Se quiserem conhecer 27 desses comerciais, enviados por 17 das maiores agências brasileiras, confiram o Videoblog Especial Pré-Cannes clicando no endereço

 

http://www.othersidebrasil.com.br/pre_cannes_2010.html

 

 

=>12/05

 

A EVOLUÇÃO DO HUMOR ARGENTINO

 

 

 

 


 

Se nos últimos dez anos os comerciais argentinos ganham de goleada do Brasil em todos os festivais internacionais, um criativo em especial tem muito a ver com isso. Pablo Del Campo é o mais premiado de seu país, o segundo da América Latina e sua agência, a Del Campo Nazca S&S, é a quinta do mundo no Gunn Report de 2009. Fica atrás apenas da DDB de Londres, da brasileira Almap BBDO, da japonesa Dentsu e da norte-americana Goody Silverstein & Partners, de San Francisco. No ano passado atingiu a marca de 22 Leões de Cannes em dez anos de atuação. Segundo Kevin Roberts, ceo mundial da rede Saatchi & Saatchi, Pablo vê o mundo através dos olhos de um sonhador, de um poeta, de um comediante, de um designer e, sobretudo de uma pessoa real. Suas campanhas representam um pouco de tudo isso. Ex-criativo da Casares Grey, Y&R e Lautrec, em janeiro de 2000 criou a Del Campo Nazca S&S. Recém encerrado, o Fiap 2010, festival mais importante da publicidade da Ibero América, reconheceu mais uma vez o talento desse criativo argentino que consegue transmitir através de situações reais, com muito humor, a mensagem que o cliente espera. Uma de suas campanhas mais premiadas, para o chocolate Dairy Milk, da Cadbury mostra isso. E a missão na era das mais fáceis, já que o comercial “Gorilla”, da Fallon de Londres para o mesmo produto, havia conquistado o Grand Prix de Cannes em 2008. Era preciso evoluir sem perder a qualidade da propaganda da marca. Pablo então criou a campanha “Chocolatômetro”. Em três situações de relação sentimental, apresenta um painel de pedaços de chocolate que vai aumentando conforme a atuação masculina, mas que no final volta à estaca zero. O recado para as mulheres: “Nenhum homem é tão bom quanto um Cadbury inteiro”.

Vale a pena assistir os comerciais:


“Conta”: http://www.youtube.com/watch?v=mTXLcvw6hZ4


“Silêncio”:

http://www.youtube.com/watch?v=08MHQGFzeak&feature=related


“Jogo”:

http://www.youtube.com/watch?v=YHuBJbfwVKc&feature=channel

 


 

 

=> 17/4

CACHORRO-PEIXE E TIGRES AFRICANOS


Nenhum dos dois existe, é verdade. Mas o mercado publicitário reagiu diferente em cada um dos casos.

O primeiro, totalmente fictício, foi aplaudido, elogiado, enaltecido como criativo e, principalmente, premiado.

Esse comercial do Space Fox foi o filme brasileiro de propaganda mais premiado no ano passado.

Ganhou o primeiro Leão de Ouro do país na área de Automóveis do Festival de Cannes depois de 27 anos.

A mesma agência, a Almap BBDO, decidiu investir em outro animal num novo comercial do Fox, desta vez para a versão Cross.

Apostou no tigre, contratou um dos melhores diretores de cena da Publicidade nacional, o Pedro Becker, e lá se foi para a produção.

Cenário escolhido: a savana africana, num local próximo a Joanesburgo.

O filme ficou muito bom e conta uma fábula, de um Cross Fox amarelo-alaranjado que, perdido na selva, é adotado por um tigre fêmea que já tem dois filhotes.

Convive com eles, na savana e na caverna.

Tempos depois, num passeio, encontra-se com vários outros Cross Fox. Percebe sua semelhança, mas prefere voltar à sua família animal.

Tudo certo, mas muita gente reclamou: não existem tigres na África.

Verdade. O tigre é originário da Ásia e lá é seu habitat natural.

Os tigres utilizados na produção do comercial pertencem a um adestrador.

Então tem tigre na África?

Bom, pelo menos aqueles do filme moram lá.

Foi um erro de informação?

Acho que não. Afinal, publicidade tem licença poética. Além disso, o comercial conta uma fábula, não uma história verdadeira.

E publicidade não contém doses de exagero? Às vezes, pois criativamente é uma obra de arte.

A agência também entende assim. A savana africana foi só um cenário. Não havia obrigação histórica no caso.

Se vai conseguir os mesmos prêmios de “Cachorro-Peixe” só o tempo dirá. Mas ficará como mais um criativo comercial com animais.

Afinal, como sempre diz Alex Periscinoto, um dos precursores da moderna propaganda brasileira e ex-sócio da mesma Almap, “quando você quer fazer um comercial de sucesso, inclua no roteiro uma criança, um padre ou um animal”.

 

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